domingo, 23 de agosto de 2009

Cego olhar*


Olhar que cega, olhar que mata, olhar que arde nas feridas da pele.

Com o maior ar de inocência pratico o acto mais puro e mais lindo de se ver: Sorrir!
Espalho ar, magia. Espalho a vida que eu tinha. Partilho-a, para que tantos outros possam sorrir, viver e ser felizes!

Eu? Começo a esconder-me, nos meus mágicos e secretos lugares. Brilho por lá, canto, choro, e sinto o sabor do vento que tenta levar as recordações. Sinto-o chegar, sinto-o passar, mas não sinto o efeito dele em mim. Não sinto a tempestade revirar as minhas memorias.

Os dias passam, o sol brilha, mas e eu?
Eu sinto-me na mesma, à espera de uma valente tempestade, à espera dos ares que não existem, dos desejos que não se realizam.
Sonhei um dia, mas estava acordada. Agora, aprendi a não sonhar desse jeito, pois os sonhos só existe quando fecho os olhos. (...) Quando acordo? Quando acordo sou a mesma pessoa dos desejos por realizar e sonhos por concretizar.

Tu, fizeste-me acreditar no inacreditável, fizeste-me aceitar o inaceitável, ver o invisivel.
Agora que partiste, não acredito, não aceito, não vejo a vida que havia em mim, não vejo brilho do meu olhar, não vivo a alegria dos meus dias.

é ainda dificil dar um passo em frente*

2 comentários:

  1. está tão lindo, tão cheio de sentimento ...

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  2. mudança de ''casa'' , vou seguir.
    antigo : http://peakofdream.blogspot.com

    um abraço ! *

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